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Cabo Verde desenvolve projeto para aumentar florestas

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A União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) ajudarão o Governo cabo-verdiano a desenvolver um projeto que visa aumentar a capacidade e a resiliência das florestas no país.

O governo cabo-verdiano e a FAO assinaram, sexta-feira, na cidade da Praia, um acordo de cinco milhões de euros para o financiamento europeu do projeto denominado ”Reforço das Capacidades e Resiliência do Setor Florestal em Cabo Verde”.
 
De acordo com fonte governamental, o empreendimento que também será implementado e financiado pela FAO com 133 mil euros, terá uma duração de quatro anos, devendo ser  realizado nas ilhas de Boa Vista, Fogo e Santiago, informa a Panapress.
 
O principal objetivo, segundo a mesma fonte, é aumentar a resiliência e fortalecer a capacidade de adaptação do país na perspetiva dos riscos adicionais causados pelas mudanças climáticas, como a desertificação e a degradação da terra.
 
Também são metas a redução da desertificação e a degradação da terra através de uma abordagem participativa para a promoção duma gestão eficiente dos recursos naturais assim como a promoção da reflorestação e renaturalização das áreas florestais.
 
No ato da assinatura do acordo entre as duas partes, Gilberto Silva recordou que Cabo Verde, por ser um pequeno Estado insular em desenvolvimento e prolongamento do Sahel no meio do Oceano Atlântico, com uma média pluviométrica que, muito raramente, ultrapassa os 250 milímetros de chuvas, não tem florestas e que, para as ter, “precisa da intervenção humana”.
 
“Logo este projeto vai contribuir para a luta contra a desertificação com planos concretos no que respeita à conservação do solo e da água, à reflorestação com base em plantas que tenham em conta o homem, assim como ao reforço do quadro legal e das capacidades”, precisou.
 
O governante assinalou também que a obra, que servirá como instrumento de política do Governo em matéria de aumento da resilência e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, constitui, igualmente,  uma oportunidade de empregos nas ilhas alvo da implementação.
 
O governo cabo-verdiano assinalou que, com esta iniciativa, a UE confirma-se como parceiro chave no apoio a Cabo Verde na redução dos efeitos das mudanças climáticas.
 
Recordou que, em 2015, a UE tinha contribuído com um milhão e 250 mil euros para apoiar o país a lidar com a emergência de seca. 
 
Em 2017, prosseguiu, a UE disponibilizou sete milhões de euros através do apoio orçamental extraordinário a fim de lidar com os efeitos das fortes chuvas torrenciais na Ilha de Santo Antão.
 
Para o embaixador da UE, José Manuel Pinto Teixeira, este ato enquadra-se na contribuição da europeia para o cumprimento dos acordos de Paris sobre as mudanças climáticas, através de um instrumento financeiro existente para tal.
 
“É com muita satisfação que contribuímos para melhorarmos a capacidade de Cabo Verde para resistir e mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, disse.
 
O diplomata recordou que o financiamento deste projeto ocorre num momento “muito importante” nas relações entre Cabo Verde e UE, uma vez que, frisou, as duas partes celebram esta ano os dez anos da parceria especial.